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quinta, 08 de março de 2018
APENAS 18% DOS BRASILEIROS ESTÃO COM AS CONTAS NO AZUL

Pesquisa do SPC Brasil mostra que muitas famílias ainda estão em situação de aperto mesmo com a economia em recuperação

 

Fonte: Agência Brasil/Diário do Comércio – Foto: Imagem Ilustrativa

Um pesquisa do Serviço de Proteção ao Crédito Brasil - SPC aponta que apenas 18,4% dos brasileiros estão com as contas no azul, com sobra de recursos para consumir ou fazer investimentos.

De acordo com o levantamento, divulgado na terça-feira, 7 de março, 40,1% dos entrevistados apontam estar no “zero a zero”, sem sobra e nem falta de recursos.

Já 37,9% assumiram estar no vermelho e não conseguir pagar todas as contas com a renda que possuem.

Os demais não souberam opinar.

Segundo os entrevistados, as principais razões para estarem no vermelho foram os preços altos e a dificuldade de pagar as contas (53,8%); a redução da renda (26,7%); a perda do emprego (18,2%); e a perda de controle dos gastos (12,2%). O levantamento foi feito no último mês de fevereiro.

“Os dados acerca da situação financeira dos consumidores são bastante claros ao mostrar que, apesar de a economia ter iniciado um processo de recuperação, muitas famílias ainda estão em situação de aperto. Justamente esses casos demandam mais cuidado no uso do crédito, pois o acesso irrestrito e o uso irrefletido das modalidades disponíveis pode agravar ainda mais a situação”, explicou a nota do SPC.

De acordo com a entidade, quase a metade (49,4%) dos consumidores manifestaram a intenção de reduzir gastos no orçamento.

Apenas 8,4% disseram que planejavam aumentar o valor de suas compras.

Para 40,4%, os gastos devem se manter estáveis.

Os demais não souberam opinar.

Segundo o levantamento, apesar de a inflação estar sob controle, os preços elevados dos produtos (37%) foi a principal razão apontada para a contenção de gastos, seguido da busca constante por economizar (25%) e do desemprego (19%).

A pesquisa revelou ainda que 22% dos brasileiros tiveram crédito negado em janeiro – último mês com dados disponíveis – ao tentarem parcelar uma compra em estabelecimentos comerciais ou contratar serviços a prazo.

Segundo o levantamento, a falta de comprovação ou insuficiente de renda (36%) e as restrições ao CPF (31%) em virtude da inadimplência, foram as principais razões para a negativa.

Na opinião de Roque Pellizzaro Junior, presidente do SPC Brasil, a renda menor do brasileiro, a análise de crédito tornou-se mais criteriosa para evitar a inadimplência e as concessões caíram ao longo do período mais severo da recessão.

"Somente agora o crédito começa a recuperar-se, mas é prudente que haja controle e critérios sobre a liberação de crédito por parte das instituições e que o consumidor se mantenha cauteloso antes de se endividar”, afirmou. 

A pesquisa, realizada em fevereiro, abrange 12 capitais das cinco regiões brasileiras: São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba, Recife, Salvador, Fortaleza, Brasília, Goiânia, Manaus e Belém.

A amostra, de 800 casos, foi composta por pessoas com idade superior ou igual a 18 anos, de ambos os sexos e de todas as classes sociais.

A margem de erro é de 3,5 pontos percentuais.

Fonte: Agência Brasil/Diário do Comércio