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G8 preocupado com reflexos da greve

terça, 29 de maio de 2018
G-8 manifesta preocupação com os reflexos da greve dos caminhoneiros

Reunido na tarde desta terça-feira (29), na sede da OAB-Paranavaí, o G-8 manifestou preocupação com as consequências e desdobramentos da greve dos caminhoneiros, que chegou em seu nono dia. Na avaliação dos representantes das instituições do G-8, o momento exige profunda reflexão sobre os prejuízos econômicos que o movimento está causando, sobre as denúncias de que grupos políticos estão se apossando do movimento com interesses outros que não são o dos caminhoneiros e sobre os abusos contra o consumidor que estão sendo cometidos por empresários e prestadores de serviço, que estão se aproveitando criminosamente do atual momento. “Quem vai pagar esta conta?”, questionou o presidente do Sindicato Rural de Paranavaí, Ivo Pierin Júnior.

 

O G-8 reúne as entidades que atuam em defesa e pelo fortalecimento da economia local. Na reunião ordinária desta terça-feira estavam representados, além da OAB e do Sindicato Rural, a ACIAP (que coordena o grupo), Sindicato dos Contabilistas, Sebrae e Sociedade Rural do Noroeste do Paraná.

 

As lideranças entendem que o Brasil hoje tem uma grande pauta, mas que deve ser apresentada aos candidatos nas eleições deste ano. O presidente da OAB local, Anderson Donizete dos Santos, lembrou que a seção estadual emitiu nota sobre o assunto, conclamando a sociedade a “promover as mudanças que o país precisa, por meio de eleições com candidatos verdadeiramente comprometidos com os interesses da sociedade; honestos, afastados da corrupção e engajados na promoção de melhorias efetivas na economia, na educação, na segurança pública, na saúde, e em atenção a tantas outras necessidades”.

 

Os representantes do G-8 também se preocuparam com as evidências de que os caminhoneiros perderam o controle do movimento e a divisão que está acontecendo na sociedade. “Parece que de um lado está o movimento, que representa o bem; e quem ousar questionar o movimento está de outro lado e representa o mal. Esta divisão não faz bem à sociedade”, opinou um dos presentes. “Os problemas da democracia se resolvem com mais democracia e não com radicalismo”, acrescentou.

 

G-4 - Outros três temas voltaram ao debate no encontro desta terça-feira no G-8. Um deles foi a decisão de promover uma reunião com as instituições de ensino superior da cidade (Unespar, Unipar, Fatecie e Instituto Federal). A intenção é unir as entidades num grupo, o G-4, sem necessidade de personalidade jurídica, mas que periodicamente se reúna para debater os problemas comuns e buscar o apoio da sociedade para as grandes reivindicações. “Podemos voltar a promover a Feira de Profissões, que eram um grande sucesso”, sugeriu o presidente licenciado da ACIAP, Maurício Gehlen, que hoje anunciou ao grupo sua licença temporária.

 

Sobre a utilização da Lei Renault para buscar recursos para promoções culturais e decoração natalina, o G-8, através do presidente em exercício da ACIAP, Rafael Cargnin (que conduziu a reunião) e do presidente do Sindicato dos Contabilistas, Devanir Zanatta, manterá contato com profissional especializado no assunto para confirmar a viabilidade. “Se houver condições, traremos o profissional para nossa próxima reunião”, disse Cargnin. Um profissional da área cultural também deverá ser contatado para assessorar este trabalho.

 

E também ficou definido que o grupo visitará uma propriedade de criação de porcos. A possibilidade de implantar a suinocultura como mais uma atividade econômica da agropecuária da região vem sendo debatida desde o primeiro encontro do G-8. O presidente da Sociedade Rural, Mário Hélio Lourenço de Almeida Filho, que manteve contato com o suinocultor, vai agendar a visita.

Fonte: Assessoria de Imprensa da Aciap